![]() |
| Cartaz do filme "Tabu" |
![]() |
| Aurora e Gian-Luca Ventura |
Tabu é o mais
recente filme de Miguel Gomes, realizado no ano de 2012, e presta homenagem à obra homónima do alemão Friedrich Murnau.
Esta longa metragem trata a relação
amorosa e extra-conjugal da personagem principal, Aurora, protagonizada pela
actriz Ana Moreira, em jovem e por Laura Soveral, em velha. Esta história de amor é contada por Gian-Luca Ventura,
amante de Aurora, quando esta se encontra às portas da morte e pede à sua
grande amiga para chamar este homem, do qual ninguém tinha ouvido falar. Acompanhada
por flashbacks dos seus tempos de paixão em terras africanas, a história
contada por Ventura num momento frágil da sua vida transparece a tristeza
sentida pelo rumo que a vida dos dois tomou.
Esta longa metragem ajuda a alterar os estereótipos relacionados
com o cinema português, dado que, apesar de ter um ritmo lento, não consta de
um exagero do calão e de cenas de sexo. O mesmo não se pode afirmar acerca do
filme Aquele Querido Mês de Agosto,
do mesmo realizador, que, na minha opinião, apesar de tratar um tema forte, com
boas imagens e actores, roça de certa maneira o enfadonho.
O cuidado especial no que toca ao enquadramento e à luz faz
com que a imagem se torne o ponto forte do filme Tabu, e faz com que cada frame seja, por si só, como que uma obra
de arte fotográfica. O facto de a imagem ser a preto e branco confere-lhe
também um certo sentido de humor, visto que os cenários e os elementos filmados
são contemporâneos.
Em suma, o Tabu, merecedor do prémio de inovação no Festival de Berlim, é um filme que não tenho reservas em aconselhar. Aliás, fazer-me-ia sentido que fosse exibido não só nas salas de cinema, como também em salas de museus, visto que não é apenas uma história sob o formato de filme, mas também uma obra a nível estético.
Palavras-chave:
Tabu; Miguel Gomes; Friedrich Murnau
Palavras-chave:
Tabu; Miguel Gomes; Friedrich Murnau

